Blog da Re-Poesias de amigos

Poesia


22/06/2009


 
 

Cada Sonho - Helena Dresde

 

 

 

Cada Sonho
 

Cada sonho em um olhar,
Cada sonho em um pensamento.
Sonhos que alimentam a alma
Que conduzem uma carruagem para as estrelas.
Cada estrela
Guardiã de um sonho.
Cada segredo
Desvendado em um sonho real.
Milhões de desejos
Desejos de sonhos;
Sonhos possíveis
Para aqueles que acreditam no destino
E se entregam de corpo e alma há um
Momento de felicidade.
Cada sonho,
Cada mistério,
Desvendado pelo mundo.
Um talento gerado pelos sonhos
Abençoado pela esperança
Desconfiado pela ilusão,
Mas que as verdades
O fortalecem
E os sonhos o alimenta.
Cada sonho
Em cada vida.
Um destino
Pra cada Alma

Texto Helena Dresde

Escrito por Rejane às 20h09
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09/06/2008


Mãos - João das Flores

Mãos
[João das Flores]
          
Eis as minhas mãos
Tão nuas
E dilaceradas de ilusões
São tuas
 
Não tenho a quem oferecer
Ninguém as quer
São as mãos tão calejadas
De uma mulher
 
Que se deu demais
Que perdeu a paz
Por acreditar
Que fôsse capaz
 
De domar o amor
Ser espinho e flôr
Criar alegria
Na dor
 
Toma as minhas mãos
Perdoa
Estas mãos desfiguradas
Tão boas
 
Que te amaram tanto
Te afagaram tanto
E que escondem o encanto
Do amor de mulher
 
 
João das Flores
www.macacosecolibris.com
 

Escrito por Rejane às 21h21
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30/07/2007


DOR DOÍDA -João Alberto Molina Miras

Dor doída
João Alberto Molina  Miras

 

Todas as dores são doídas. Umas mais, outras menos.
Geralmente, a última é a que mais sentimos.
Dói a perda de quem queremos bem...
Dói o sentimento de culpa...
Dói o sofrimento do irmão...
Dói a injustiça...

De muitas outras dores poderia eu falar,
Mas a dor, que mais dói, é a dor da indiferença.
Essa é dilacerante e, na maioria das vezes,
Injusta e incompreensível.

Por ser indiferente, parte sem aviso ;
Deixa-nos a expectativa de que, a qualquer momento,
Voltará e, com o passar do tempo,
Só aumenta nosso sofrimento.

Dor da saudade dos momentos de alegria vividos...
O coração não aceita por não se tratar de uma perda.
Ela esta aí...  Por algum lugar...
E, isso, nós sabemos, porque muitas vezes
A vemos, ou sentimos...

Por mais que sinta essa dor doída,
Registro, para a posteridade,
Que mesmo que essa indiferença dure uma eternidade,
E que nunca apague, de meu peito, essa saudade,
Jamais me esquecerei dos nossos momentos de felicidade...!

Escrito por Rejane às 15h32
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05/04/2006


DUETO - Tarcisio (Assim nasceu um poeta) & Nadir (Sangue poético)

 
Assim nasceu um poeta...
Tarcísio R. Costa

Um dia, ele partiu sem rumo,
Abandonou todas as suas tralhas
Nos cantos da velha alcova escura...

Deixou tantas palavras de amor
Nas paredes do velho casarão...
Ficou lá, gravado, o coração
Da infância de beijos e abraços.

Adulto, ficou sem saber para onde ia,
As vicissitudes desnortearam o seu ser...

Numa manhã escreveu uma poesia,
Vejam, isso não era uma loucura!
Foi quando descobriu o que queria,
Tomou a decisão de ser um poeta...

Nasceu-lhe uma vida de fantasia,
Criou, então, seu próprio mundo.
Tudo o satisfazia, o muito ou o pouco...
Viu que, na verdade, era um esteta
E por fazer poesia, era um poeta,
Um amigo da natureza...
Jamais um louco.

Tarcísio Ribeiro Costa
Brasília, 02 de abril de 2006

*****

Sangue Poético
Nadir A D'Onofrio

O menino era poeta sem saber!
Falava com os passarinhos,
Cultivava flores em seu jardim,
Oferecia a mais bela p’ra sua estrela,
Não esquecia da lua cheia...
A natureza o fascinava,
Para ele motivo de reverência.
O regato murmurante,
Era alento nas tardes quentes.
Depois, olhar perdido no horizonte,
Contemplava as montanhas,
Esperava ansioso,
O ocaso acontecer...
Ver as cores que o fascinavam,
Na imensa aquarela.
A tela magistral,
Do maior pintor o CRIADOR...
Não sabia o menino,
Que o sangue em suas veias,
Corria em forma de poesia...

03/04/2006   15:50
Santos SP

***

Escrito por Rejane às 09h50
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28/03/2006


Tarcísio R. Costa - DELÍRIOS

DELÍRIOS
Tarcísio R. Costa


O silêncio da noite
Rasga o meu inconsciente,
Mostra-me o emaranhado da minha vida
Feita de dúvidas e de reticências...

Recolho-me, assustado,
Ao meu próprio
Interior...

Mas, a bruma das dúvidas
Esconde a esperança... Tira-me o direito
De entender os desencontros que marcam a minha
vida...

Fui um vencedor,
Mas, derrotado pelo mais forte dos sentimentos...
O amor!

Hoje digito estes versos, trêmulo,
Desgastado, pela dor das minhas
Saudades...

Vou seguir em direção ao desconhecido...
Quero, lá, desvendar o mistério
Da minha dor...


 

Escrito por Rejane às 21h31
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08/02/2006


Tania Lemke - RECDNHEÇO

Reconheço
Tania Lemke
 
Me encanto com teu canto, pequeno anjo
Que alegra meu dia e enfeita a noite,
Colore minh'alma e seca meu pranto!
Teu perfume me refresca  e acalma
Tua voz me acaricia o ego
Tua pele me acarinha e aconchega
Teu jeito de menino homem me encanta!
Chegas de manso em minha vida
E roubas até meus pensamentos
Que de antemão, já eram teus!
E mesmo antes que soubesses que sou tua
Já havia me doado de corpo e alma
Ao teu amor viril e aos teus anseios...
E sem que tenhas me tocado já te sinto
E até sei como beijas e me afagas,
Porque já te conheci em sonhos e reconheço
Teu toque, cheiro e voz
Num só instante!

Tania Lemke
21/01/2004

Escrito por Rejane Pino às 09h45
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Carmen Ortiz Cristal - VIM BEIJAR TEU CORAÇÃO

 
VIM BEIJAR TEU CORAÇÃO
Carmen Ortiz Cristal

Venho com o vento
Trago de longe
As vivências
As experiências
Que moldaram
Minha alma apaixonada
Que me fizeram ser,
Um ser do mundo
Que se da em verdades
Do mais puro d'alma
Transbordando
Emoções próprias
Ditas com paixão
Em versos imperfeitos,
Mas banhados no amor...
Do amor que sou feita!...

Deixa-me chegar!...
E em teu coração soprar
Com doçura e carinho
Todo este amor que sinto
Um amor que me faz vibrar
Sonhar, desejar estar contigo
Acariciar teu rosto,
fazer de teus braços
meu abrigo...

Deixa que eu adentre tua alma,
Vim trazer,
A felicidade de um mundo de amor
O renascer para uma nova vida
Deixar o passado no passado
Vim trazer!...
Felicidade e amor que te quero dar...

Carmen Ortiz Cristal
Santo André
SP-BR

Escrito por Rejane Pino às 09h29
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Nora Lanzieri - ESCRITO EN LA ARENA

Escrito en la Arena
Nora Lanzieri 

 
Escrito en la arena estaba,
el mismo día que te conocí
junto al  “Te Quiero”
una rosa roja pusiste para mi.
Dulcemente susurraste a mis oídos
de tu amor ya soy preso,
no me dejes partir.
 
El sol, el cielo y las estrellas
testigos inexorables de nuestros deseos
fuimos dos cuerpos amantes,
cual encuentro nos marcó
más allá del universo.
 
La tormenta se avecina, gritamos...
y corrimos tomados de la mano.
Las olas salpicaban ese mar embravecido
la arena volaba, frágil, sin sentido
y el  “Te Quiero” se esfumó en un suspiro.
 
La tempestad no pudo
borrar nuestras miradas,
amadas y entregadas
en el vaivén de nuestros cuerpos
cómplices de placer, fuego lento...
porque escrito en la arena estaba.
 
 
 
 Nora Lanzieri / Argentina


noralanzieri@Argentina.com
http://www.poemasromancesyamor.com/htmlpages/poetas/nora/nora.htm
http://www.locurapoetica.com/NoraLanzieri/NoraLanzieri.htm
http://cliente.argo.com.br/~sarahrodrigues/oceano/nora.htm
http://www.saladepoetas.eti.br/efigenia/amigos_meninas/nora.htm

Escrito por Rejane Pino às 09h16
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04/02/2006


Patricia Montenegro - PERDÃO

PERDÃO
Patricia Montenegro

Hoje eu dispo minha alma,
Deixo que as lágrimas rolem,
Perco meus medos,
E abro o meu coração,
Para pedir-lhe perdão,
Pelo meu jeito de ser,
Às vezes tão inconseqüente,
E até mesmo incoerente,
Sempre guiada pela emoção,
Esquecendo que existe a razão,
Estou sempre querendo atenção,
Pedindo beijos e abraços,
E sei que me faço presente demais,
Perdoa-me,
Pelas vezes que pareço criança,
E choro ciumenta fazendo birra,
Achando que tudo corre no meu tempo,
Perdoa-me,
Por querer encontrar o seu olhar,
E escutar sempre a sua voz,
Para o meu romântico coração adoçar,
Perdoa-me,
Por eu sonhar e acreditar,
Nas palavras que você me diz,
Que me fazem crer que com você ficarei,
Perdoa-me,
Por eu arriscar pelos caminhos escuros,
E querer ultrapassar as barreiras,
Rompendo sem medos as fronteiras,
Para com você finalmente encontrar,
Agora olha em meus olhos,
E diga apenas que me perdoa,
Por eu ser assim...

Patrica Montenegro


http://www.patriciamontenegro.com.br

Escrito por Rejane às 19h33
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Yara Nazaré - PRINCÍPIO DO AMOR

PRINCÍPIO DO AMOR
Yara Nazaré
 


Do seio de Caos
Surge a separação
Até que nasce Eros
Com força espiritual
Criança travessa
Flechando os corações.
Mas sem contar
Pela bela Psiquê foi flechado
E do princípio do amor
Houve o encontro desejado.
Mãe invejosa a Afrodite
Vendo a beleza daquela Alma
Sem pena e sem dó
Decreta aos apaixonados,
A Inquietude e a Tristeza
Afastando de Eros a companheira.
Eis que surge Zeus o bom pai
Não se deixando intimidar.
Na ordem do universo nascente,
Dos apaixonados o apelo atende,
Unindo os dois novamente
Afastando qualquer sofrimento.
Só não consigo entender...
Quem diz de amor sofrer.
O amor não existe para doer.
Como herança de Eros...
É a força da energia e do prazer!


Yara Nazaré

http://www.yaranazare.com/

Escrito por Rejane às 19h09
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Pedro Valdoy - MOZART

Mozart
Pedro Valdoy
 
Os séculos
ultrapassam barreiras
com a magia
dos génios
 
A Flauta de Mozart
na maravilha dos tempos
renovados
numa celebração
 
Na maravilha
das suas sonatas
nos concertos para piano
espalham-se pelo mundo
 
E sua recordação
é renovada
em todo o mundo
no esplendor da melodia.
 
Lisboa Janeiro 2006
Pedro Valdoy

http://pedrovaldoy.no.sapo.pt

Escrito por Rejane às 18h58
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Tania Lemke - RECONHEÇO

Reconheço

Tania Lemke

 
Me encanto com teu canto, pequeno anjo
Que alegra meu dia e enfeita a noite,
Colore minh'alma e seca meu pranto!
Teu perfume me refresca  e acalma
Tua voz me acaricia o ego
Tua pele me acarinha e aconchega
Teu jeito de menino homem me encanta!
Chegas de manso em minha vida
E roubas até meus pensamentos
Que de antemão, já eram teus!
E mesmo antes que soubesses que sou tua
Já havia me doado de corpo e alma
Ao teu amor viril e aos teus anseios...
E sem que tenhas me tocado já te sinto
E até sei como beijas e me afagas,
Porque já te conheci em sonhos e reconheço
Teu toque, cheiro e voz
Num só instante!

Tania Lemke

21/01/2004

Escrito por Rejane às 18h51
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DUETO Nadir e Tarcísio - ANOITECE

ANOITECE
Nadir A D'Onófrio

Assim que noite descerra seu manto,
Sinto medo, frio, solidão...
Recolho-me, no vazio dos meus aposentos,
E prá aumentar o sofrimento,
O canto agourento da coruja,
Que em meu quintal, resolveu se aninhar...
Tento rapidamente adormecer,
Quiçá eu possa sonhar com você,
E fazer a alegria, em meu ser de novo morar...
Assim que o dia amanhece,
Elevo a Deus minha prece.
Respiro fundo abro os braços,
Como, querendo abraçar o sol!
Corro pelo gramado, ainda molhado do sereno,
Pés descalços, sentindo a energia fluir do chão...
Uma alegria invade meu ser,
Ao ver as flores do meu jardim!
Lembro-me, que as plantei juntamente com você.
Nesse exato momento,
As recordações de um passado feliz,
Obrigam-me à raciocinar...
Se hoje sinto solidão,
E pela lacuna,
Que você sem querer,
Deixou abrigada em meu coração...
 
06/04/2005
Santos
 
Nadir A DOnofrio
Publicado no Recanto das Letras em 09/04/2005
http://www.recantodasletras.com.br/poesiasrecordativas/10508

 
 
Anoitece
 
O silêncio domina o meu ser
Meus olhos vêem a minha alma reflexiva
E divisam o longo caminho que ficou atrás,
Vêem tantas curvas, tantas pedra e espinhos,
Felizmente, aparecem os óasis da vida,
Onde colhi tanta e tantas flores,
Pude rever os meus amores
Lá estava a felicidade.
 
Era uma noite insone,
Abri a janela, vi o céu cheio de estrelas,
Meu jardim estava triste, a flores dormiam,
Não tinham borboletas e nem beija-flores,
Todos tinha sido acalentados pelas estrelas,
Enquanto eu, extasiado, fitava o céu.
Refletindo... A noite é um mistério,
É o momento em que sentimos
Mais perto a presença
do Criador...
 
Tarcísio Ribeiro Costa
http://www.tarcisiocosta.com.br

Escrito por Rejane às 16h20
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Semida Cauduro Rodesky - A C A S A E O S O N H O

A  C A S A  E  O  S O N H O

Semida Cauduro Rodesky

Na minha infância eu sonhei , sonhei e sonhei....
Um dia distante, quando crescer, uma casa terei.
Será sólida como a pedra com a qual a construirei
Firme como o pensamento da vida que viverei..

Uma casa sólida de paredes reforçadas, duplas,
Altas, refrescantes, onde a paz pudesse reinar,
Com muita sombra, árvores, frutas e flores,
O perfume a invadir minha alma, espraiando
Aromas diversos, saborosos e doces pelo ar.

Onde, nas tardes primaveris, o riso e a felicidade
Estivessem presentes e representados pelo florescer das rosas,
Pelo canto dos pássaros em revoada fazendo uma anarquia,
Que estariam presentes e sincrônicos como o farfalhar das folhas
Sopradas com irreverência pela brisa das tardes alegres.

Na cadeira, sentada ao cair da tarde, pudesse
Admirar a beleza das flores, sentir o perfume,
Deliciar-me com uma boa leitura, ouvir música suave,
Compatível com o meu estado de espírito,
Com a porta sempre aberta como a esperar
Por uma boa companhia e uma boa conversa.

Horas após horas se passam e o dia também,
Chega o crepúsculo, a noite de mansinho
Vem chegando, a vida passa e eu,
Na cadeira, sozinha, continuo a esperar
Pelo amanhã que não tarda, pelo alvorecer,
Clareando novamente o dia, na minha casa
Sólida, pétrea, que ninguém há de derrubar.

RJ, 11/2002

www.flordotrigo.blogspot.com

Escrito por Rejane às 16h13
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Stella De Benedictis - SONHOS

SONHOS
Stella De Benedictis
 

Quando lhe conheci logo o amei
 
Foram tão doces os sonhos meus
 
Na onda do mar embalada fiquei
 
Por tanta ternura nos beijos teus
 
 
Mas como um sonho tudo se desfez
 
E lentamente descobri a dor
 
De amar um homem que em vez
 
De ser fiel, desprezou o amor
 
 
Um mulherengo, viciado, venal
 
Cheio de problemas, traumatizado
 
Incapaz de aceitar o real
 
Mentiroso e mal amado
 
 
Foram-se os sonhos terminando
 
Os pesadelos surgiram então
 
O desgosto nos foi dominando
 
A dor, a mágoa e a solidão...
 

Escrito por Rejane às 15h59
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