DUETO - Tarcisio (Assim nasceu um poeta) & Nadir (Sangue poético)

 
Assim nasceu um poeta...
Tarcísio R. Costa

Um dia, ele partiu sem rumo,
Abandonou todas as suas tralhas
Nos cantos da velha alcova escura...

Deixou tantas palavras de amor
Nas paredes do velho casarão...
Ficou lá, gravado, o coração
Da infância de beijos e abraços.

Adulto, ficou sem saber para onde ia,
As vicissitudes desnortearam o seu ser...

Numa manhã escreveu uma poesia,
Vejam, isso não era uma loucura!
Foi quando descobriu o que queria,
Tomou a decisão de ser um poeta...

Nasceu-lhe uma vida de fantasia,
Criou, então, seu próprio mundo.
Tudo o satisfazia, o muito ou o pouco...
Viu que, na verdade, era um esteta
E por fazer poesia, era um poeta,
Um amigo da natureza...
Jamais um louco.

Tarcísio Ribeiro Costa
Brasília, 02 de abril de 2006

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Sangue Poético
Nadir A D'Onofrio

O menino era poeta sem saber!
Falava com os passarinhos,
Cultivava flores em seu jardim,
Oferecia a mais bela p’ra sua estrela,
Não esquecia da lua cheia...
A natureza o fascinava,
Para ele motivo de reverência.
O regato murmurante,
Era alento nas tardes quentes.
Depois, olhar perdido no horizonte,
Contemplava as montanhas,
Esperava ansioso,
O ocaso acontecer...
Ver as cores que o fascinavam,
Na imensa aquarela.
A tela magistral,
Do maior pintor o CRIADOR...
Não sabia o menino,
Que o sangue em suas veias,
Corria em forma de poesia...

03/04/2006   15:50
Santos SP

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