Blog da Re-Poesias de amigos


04/02/2006


Patricia Montenegro - PERDÃO

PERDÃO
Patricia Montenegro

Hoje eu dispo minha alma,
Deixo que as lágrimas rolem,
Perco meus medos,
E abro o meu coração,
Para pedir-lhe perdão,
Pelo meu jeito de ser,
Às vezes tão inconseqüente,
E até mesmo incoerente,
Sempre guiada pela emoção,
Esquecendo que existe a razão,
Estou sempre querendo atenção,
Pedindo beijos e abraços,
E sei que me faço presente demais,
Perdoa-me,
Pelas vezes que pareço criança,
E choro ciumenta fazendo birra,
Achando que tudo corre no meu tempo,
Perdoa-me,
Por querer encontrar o seu olhar,
E escutar sempre a sua voz,
Para o meu romântico coração adoçar,
Perdoa-me,
Por eu sonhar e acreditar,
Nas palavras que você me diz,
Que me fazem crer que com você ficarei,
Perdoa-me,
Por eu arriscar pelos caminhos escuros,
E querer ultrapassar as barreiras,
Rompendo sem medos as fronteiras,
Para com você finalmente encontrar,
Agora olha em meus olhos,
E diga apenas que me perdoa,
Por eu ser assim...

Patrica Montenegro


http://www.patriciamontenegro.com.br

Categoria: Poesia
Escrito por Rejane às 19h33
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Yara Nazaré - PRINCÍPIO DO AMOR

PRINCÍPIO DO AMOR
Yara Nazaré
 


Do seio de Caos
Surge a separação
Até que nasce Eros
Com força espiritual
Criança travessa
Flechando os corações.
Mas sem contar
Pela bela Psiquê foi flechado
E do princípio do amor
Houve o encontro desejado.
Mãe invejosa a Afrodite
Vendo a beleza daquela Alma
Sem pena e sem dó
Decreta aos apaixonados,
A Inquietude e a Tristeza
Afastando de Eros a companheira.
Eis que surge Zeus o bom pai
Não se deixando intimidar.
Na ordem do universo nascente,
Dos apaixonados o apelo atende,
Unindo os dois novamente
Afastando qualquer sofrimento.
Só não consigo entender...
Quem diz de amor sofrer.
O amor não existe para doer.
Como herança de Eros...
É a força da energia e do prazer!


Yara Nazaré

http://www.yaranazare.com/

Categoria: Poesia
Escrito por Rejane às 19h09
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Pedro Valdoy - MOZART

Mozart
Pedro Valdoy
 
Os séculos
ultrapassam barreiras
com a magia
dos génios
 
A Flauta de Mozart
na maravilha dos tempos
renovados
numa celebração
 
Na maravilha
das suas sonatas
nos concertos para piano
espalham-se pelo mundo
 
E sua recordação
é renovada
em todo o mundo
no esplendor da melodia.
 
Lisboa Janeiro 2006
Pedro Valdoy

http://pedrovaldoy.no.sapo.pt

Categoria: Poesia
Escrito por Rejane às 18h58
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Tania Lemke - RECONHEÇO

Reconheço

Tania Lemke

 
Me encanto com teu canto, pequeno anjo
Que alegra meu dia e enfeita a noite,
Colore minh'alma e seca meu pranto!
Teu perfume me refresca  e acalma
Tua voz me acaricia o ego
Tua pele me acarinha e aconchega
Teu jeito de menino homem me encanta!
Chegas de manso em minha vida
E roubas até meus pensamentos
Que de antemão, já eram teus!
E mesmo antes que soubesses que sou tua
Já havia me doado de corpo e alma
Ao teu amor viril e aos teus anseios...
E sem que tenhas me tocado já te sinto
E até sei como beijas e me afagas,
Porque já te conheci em sonhos e reconheço
Teu toque, cheiro e voz
Num só instante!

Tania Lemke

21/01/2004

Categoria: Poesia
Escrito por Rejane às 18h51
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DUETO Nadir e Tarcísio - ANOITECE

ANOITECE
Nadir A D'Onófrio

Assim que noite descerra seu manto,
Sinto medo, frio, solidão...
Recolho-me, no vazio dos meus aposentos,
E prá aumentar o sofrimento,
O canto agourento da coruja,
Que em meu quintal, resolveu se aninhar...
Tento rapidamente adormecer,
Quiçá eu possa sonhar com você,
E fazer a alegria, em meu ser de novo morar...
Assim que o dia amanhece,
Elevo a Deus minha prece.
Respiro fundo abro os braços,
Como, querendo abraçar o sol!
Corro pelo gramado, ainda molhado do sereno,
Pés descalços, sentindo a energia fluir do chão...
Uma alegria invade meu ser,
Ao ver as flores do meu jardim!
Lembro-me, que as plantei juntamente com você.
Nesse exato momento,
As recordações de um passado feliz,
Obrigam-me à raciocinar...
Se hoje sinto solidão,
E pela lacuna,
Que você sem querer,
Deixou abrigada em meu coração...
 
06/04/2005
Santos
 
Nadir A DOnofrio
Publicado no Recanto das Letras em 09/04/2005
http://www.recantodasletras.com.br/poesiasrecordativas/10508

 
 
Anoitece
 
O silêncio domina o meu ser
Meus olhos vêem a minha alma reflexiva
E divisam o longo caminho que ficou atrás,
Vêem tantas curvas, tantas pedra e espinhos,
Felizmente, aparecem os óasis da vida,
Onde colhi tanta e tantas flores,
Pude rever os meus amores
Lá estava a felicidade.
 
Era uma noite insone,
Abri a janela, vi o céu cheio de estrelas,
Meu jardim estava triste, a flores dormiam,
Não tinham borboletas e nem beija-flores,
Todos tinha sido acalentados pelas estrelas,
Enquanto eu, extasiado, fitava o céu.
Refletindo... A noite é um mistério,
É o momento em que sentimos
Mais perto a presença
do Criador...
 
Tarcísio Ribeiro Costa
http://www.tarcisiocosta.com.br

Categoria: Poesia
Escrito por Rejane às 16h20
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Semida Cauduro Rodesky - A C A S A E O S O N H O

A  C A S A  E  O  S O N H O

Semida Cauduro Rodesky

Na minha infância eu sonhei , sonhei e sonhei....
Um dia distante, quando crescer, uma casa terei.
Será sólida como a pedra com a qual a construirei
Firme como o pensamento da vida que viverei..

Uma casa sólida de paredes reforçadas, duplas,
Altas, refrescantes, onde a paz pudesse reinar,
Com muita sombra, árvores, frutas e flores,
O perfume a invadir minha alma, espraiando
Aromas diversos, saborosos e doces pelo ar.

Onde, nas tardes primaveris, o riso e a felicidade
Estivessem presentes e representados pelo florescer das rosas,
Pelo canto dos pássaros em revoada fazendo uma anarquia,
Que estariam presentes e sincrônicos como o farfalhar das folhas
Sopradas com irreverência pela brisa das tardes alegres.

Na cadeira, sentada ao cair da tarde, pudesse
Admirar a beleza das flores, sentir o perfume,
Deliciar-me com uma boa leitura, ouvir música suave,
Compatível com o meu estado de espírito,
Com a porta sempre aberta como a esperar
Por uma boa companhia e uma boa conversa.

Horas após horas se passam e o dia também,
Chega o crepúsculo, a noite de mansinho
Vem chegando, a vida passa e eu,
Na cadeira, sozinha, continuo a esperar
Pelo amanhã que não tarda, pelo alvorecer,
Clareando novamente o dia, na minha casa
Sólida, pétrea, que ninguém há de derrubar.

RJ, 11/2002

www.flordotrigo.blogspot.com

Categoria: Poesia
Escrito por Rejane às 16h13
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Stella De Benedictis - SONHOS

SONHOS
Stella De Benedictis
 

Quando lhe conheci logo o amei
 
Foram tão doces os sonhos meus
 
Na onda do mar embalada fiquei
 
Por tanta ternura nos beijos teus
 
 
Mas como um sonho tudo se desfez
 
E lentamente descobri a dor
 
De amar um homem que em vez
 
De ser fiel, desprezou o amor
 
 
Um mulherengo, viciado, venal
 
Cheio de problemas, traumatizado
 
Incapaz de aceitar o real
 
Mentiroso e mal amado
 
 
Foram-se os sonhos terminando
 
Os pesadelos surgiram então
 
O desgosto nos foi dominando
 
A dor, a mágoa e a solidão...
 

Categoria: Poesia
Escrito por Rejane às 15h59
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Kate Weiss - SONHO DE AMOR

 
Sonho de amor
Kate Weiss

Ontem eu sonhei...
e você estava neste sonho,
eu podia ouvir sua voz sussurrando
palavras doces em meu ouvido.

Ontem eu sonhei...
podia sentir seu tocar
meu corpo respondendo
cada beijo seu em minha pele.

Ontem eu sonhei...
e de repente vi
que você amado, era também
um sonho encantado,
então triste acordei...

Kate Weiss

http://www.kateweiss.art.br/

 

Categoria: Poesia
Escrito por Rejane às 15h51
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03/02/2006


Tarcísio R. Costa - FLORES SEM BORBOLETAS

Flores sem Borboletas
Tarcísio R. Costa
 
 
As água corriam tortas,
vindas, confusas, do além,
entre árvores destruídas,
e palmeiras exibidas,
na terra seca havia,
também, o nada...
O silêncio perturbava o ambiente.
Não se ouvia o cantar dos hinos
do amanhecer, dos passarinhos...
Apenas o silvo ingênuo da brisa
enviado pelas folhas soltas
Dos coqueirais solitários,
testemunhos da saudade
da partida dos barcos
levando amores,
deixando a dor
no ar, de amores acabados...
Morreram as flores sem borboletas
Uma voz clamava ao longe,
um pio de ave agourenta
amedrontava e assustava
as borboletas sem flores,
numa noite mal dormida,
interrompida
por pesadelos sem cores.
 
Tarcísio Ribeiro Costa


www.tarcisiocosta.com.br
 

Categoria: Poesia
Escrito por Rejane às 22h23
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Naidaterra - POSSO ME MACHUCAR...

 

Posso me machucar...
Naidaterra
 
 
 
Amar você, pode me machucar
tanto quanto rejeitá-lo....
O que posso fazer?
Ama-lo intensamente de corpo e alma
e aceitar que estou condenada
a não tê-lo em meus vôos com liberdade plena sob o meu céu de maio...
Ou rejeitá-lo e voar só sob o
 meu céu de maio devolvendo-me
 a plena liberdade,
mas a lamentar-me por não tê-lo.
Ah! tento ouvir minha alma...que angústia!
Me mostra insight...que complicação!
O que posso fazer?
me machucar assim ou assim...

 

Categoria: Poesia
Escrito por Rejane às 22h19
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30/01/2006


Marycris - INDIA

India
Marycris
 
Reza la India a la orilla del  lago,
le reza a Tupi, para que vuelva su amado,
el se fue lejos, a otras tierras,
siguiendo otros sueños, antiguas quimeras.
 
Su cuepo febril en el rezo tiembla,
-Tupi Nambá, haz que a mi lado vuelva-
mis días, mis noches, no son nada sin el,
mi alma se  vuelve barco de papel...
 
Girando en el sueño por volverlo a ver,
 el viento me acerca, me lleva, en su eterno vaivén,
-Tupi te lo ruego, que vuelva a mi lado,
en Ofrenda te entrego, todo lo ganado-
 
Las pieles, los cueros, las gemas...
mi estirpe de guerrera,
todo te lo entrego
si traes de nuevo a mi Dueño.
 
Oh, Tupi, te prometo
morir en este, mi suelo
no alejarme jamás
hasta el día en que me llevarás.
 
Abandono los sueños de conocer otras tierras,
todo te lo entrego, en gentil ofrenda,
si quieres mi alma, tambien te la entrego,
solo dejame antes, volver a ver a mi dueño-
 
Y si este pedido no fuese posible
sácame del pecho estas cicatrices,
haz que me vuelva, del árbol sombra,
donde vengan a reposar, las  cansadas alondras...
 
Tupí la escuchaba, sentado a la vera,
no era esta la vez primera,
que Aramira, la India guerrera,
todo, todo, a El le ofreciera.
 
La calmó en su llanto, la volvió paloma,
y hoy en el bosque, Aramira ronda,
buscando elAmor perdido, el Amor lejano,
el Amor que de a poco, se escapó de su mano.
 
Marycris
29-01-2006

Categoria: Poesia
Escrito por Rejane às 20h48
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BRASIL, Sudeste, MIGUEL PEREIRA, ALEGRIA, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, Spanish, Animais, Livros, Musica
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